Argentina aprova imposto sobre grandes fortunas

Buscando meios de financiamento para melhor lidar com a crise econômica e de saúde causada pela pandemia do coronavírus (causador da Covid-19) e as consequentes e necessárias medidas de isolamento social que dela decorrem, o Senado argentino aprovou, no início de dezembro, a instituição de um imposto com alíquota que varia de 2% a 3,5% para quem tenha patrimônios de mais de 200 milhões de pesos — o que seria aproximadamente 13 milhões de reais.

A votação teve grande repercussão ao longo do País, e, após ásperas discussões (a oposição teme que seja causada uma fuga de capitais e desestímulo aos investimentos), foi uma vitória do governo argentino e do presidente Alberto Fernandez — que conseguiu a vitória por um placar de 42 votos favoráveis e 26 votos contrários à instituição do imposto.

Com os estimados 3,5 bilhões de dólares que o governo espera arrecadar da taxação, a ideia é investir em planos produtivos, de reaceleração da economia e dos pequenos negócios, e em medidas de saúde. Além disso, também se pretende auxiliar a população mais vulnerável — que, segundo estudos da Universidade Católica Argentina, aumentou em dois milhões de pessoas, tendo em vista que esse número foi o que adentrou na pobreza desde que iniciou a pandemia e a crise financeira dela decorrente.

Batizado pelos criadores de Aporte Solidário e Financeiro, a medida busca retirar uma pequena parcela dos mais favorecidos para auxiliar a quem está mais precisando no momento.

Vale ressaltar que o imposto será cobrado somente uma vez, e a alíquota varia da contribuição mínima para os que possuem um patrimônio de 13 milhões de reais até a contribuição máxima, para quando o montante acumulado pelo cidadão seja maior de 181 milhões de reais. A tramitação da medida pode ser acompanhada na página online do Senado Argentino.

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