Produtores do Norte de Minas Gerais serão beneficiados com Biofábrica

Os produtores mineiros vêm sendo desafiados com a estiagem prolongada e as temperaturas altas. As soluções vêm sendo buscadas por técnicos e pesquisadores para que haja uma convivência com a rigorosidade da seca com garantias de manutenção da produção, em especial a familiar que é a principal economia dessa região.

O” Instituto de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Minas Gerais”, a UFMG, encontrou uma alternativa com a implementação de uma Biofábrica que produz mudas sadias de plantas que são resistentes a longos períodos de seca e são entregues a agricultores regionais.

A Biofábrica é uma parceria da UFMG com a “Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário”, que irá receber trabalhos para o ensino, pesquisa e extensão com foco em biotecnologia, melhoramento genético das espécies vegetais e a produção de mudas.

O coordenador técnico do projeto da UFMG, Demerson Arruda Sangland, explicou durante o lançamento que essas mudas são selecionadas e adaptadas às condições do clima de cada cidade e chegam com uniformidade genética ao produtor, livres de pragas e doenças e com um potencial de crescimento produtivo mais acelerado.

De acordo com Arruda o projeto dá início com uma capacidade produtiva de 265 mil mudas por ano, o que beneficiará 1,5 mil famílias.

O lançamento que contou com a presença do diretor administrativo da ”Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural”, Ricardo Peres Demicheli, disse que o Norte de Minas Gerais está incluso em 2 projetos realizados pela agência. Segundo ele, os dois projetos contarão com um investimento de 23 milhões de reais em ações realizadas junto com a Emater-MG.

A estrutura física laboratorial da Biofábrica, que conta com estufas, viveiros, laboratórios, área de preparo de insumos, que conta com instrumentos tais como autoclaves de porte grande para esterilização, câmaras de fluxo laminadas para manipular e trabalhar com as mudas, incubadoras, entre outros, custou um investimento de 1,3 milhão de reais ao governo federal. A estrutura deverá ficar pronta até o final do ano de 2018, com uma capacidade de produção de mudas aumentadas para 1 milhão por ano.

A Biofábrica possibilitará a troca de informações entre a universidade e a comunidade através da integração de professores, estudantes e os produtores, segundo Helder dos Anjos Augusto, vice-diretor do ICA,.